Formulário de Busca

Plástico anti-dengue?

Qui, 20/11/08
por tferreira |
categoria Natureza, consumo

ssacolas.jpgOs fabricantes de plástico biodegradável estão vendendo mais uma vantagem para o produto. Além de se decompor naturalmente, reduzindo a poluição, o plástico degradável diminuiria a quantidade de objetos que acumulam água da chuva nos terrenos baldios. Isso seria importante porque o lixo que as pessoas jogam na rua pode ajudar na proliferação da dengue.

Quando restos de embalagem de vidro, plástico ou metal ficam a céu aberto e acumulam água da chuva, podem servir de berçário para o mosquito Aedes aegypti, que transmite a doença. É na água parada que eles botam os ovos e que as larvas se desenvolvem.

Embalagens de plástico 100% biodegradáveis levam vantagem nesse cenário porque passam menos tempo no meio ambiente. Esse tipo de plástico é digerido pelos microorganismos encontrados no solo e desaparece totalmente em pouco tempo.

No Brasil, várias lojas e empresas (veja aqui o site com uma lista) já usam sacolas de plástico oxi-biodegradáveis - que se decompõem com ajuda do oxigênio. O plástico dessas sacolas recebe, durante sua fabricação, o aditivo d2w, feito à base de ferro e manganês. Quando as sacolas são jogadas no meio ambiente, essa substância facilita a quebra das moléculas de plástico, acelerando sua decomposição e evitando que ela possa abrigar larvas do mosquito da dengue. Os plásticos oxi-biodegradáveis levam de 18 meses a cinco anos para se decompor, enquanto o plástico comum pode durar até 200 anos no meio ambiente.

As embalagens com o aditivo possuem o símbolo de uma gotinha com a inscrição “d2w” dentro. Mas vale lembrar que, mesmo levando pouco tempo para desaparecer da natureza, essas embalagens vão permanecer nela por tempo suficiente para que o mosquito da dengue aproveite a água acumulada. O plástico oxi-biodegradável é menos nocivo ao meio ambiente, mas não vale achar que isso é motivo para jogar lixo em qualquer lugar ou deixar sua sacola retornável em casa!

(Thaís Ferreira)

Desmatamento da Amazônia já pode ter causado seca no Sul

Qua, 19/11/08
por tferreira |

seca-tapera.jpgEm 2004, a região Sul do Brasil foi atingida por uma seca que comprometeu a produção agrícola. Famílias perderam toda a colheita e o governo teve que fazer uma espécie de bolsa-seca para ajudar os produtores. A conseqüência foi a perda de mais da metade da produção de soja da região.

Quase quatro anos depois, pesquisadores podem ter descoberto a causa para a seca e ela está muito distante do sul: o desmatamento da Amazônia. Um estudo que será lançado nesta quinta-feira (20) na Conferência Amazônia em Perspectiva afirma que, mesmo que ainda não haja uma certeza, as chances de ligação entre o desmatamento da Amazônia e a seca do sul são grandes. O estudo foi financiado pela Global Canopy Programme em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a empresa Plant Inteligência Ambiental.

Os pesquisadores partiram do conceito dos rios voadores: massas de umidade que nascem da transpiração das árvores amazônicas, locomovem-se em direção ao sul e causam cerca de 70% das chuvas do sudeste e sul do Brasil. É possível que, com a diminuição da quantidade de árvores na Amazônia, haja menos transpiração e, portanto, menos umidade trazida para o sul. “Afunilando as possibilidades de causa da seca, estamos caindo na tese dos rios voadores”, afirma Warwick Manfrinato, engenheiro agrônomo que participou do estudo.

Ainda não é possível dizer com toda a certeza que o desmatamento na Amazônia foi a única causa da seca, diz Warwick, mas não há por que esperar para diminuir o ritmo da derrubada de florestas. “O dia  em que tivermos números precisos relacionando o desmatamento com a queda na precipitação, será tarde demais. Será um desastre tão grande que teremos perdas de safra de 100%”.

Para Warwick, o grande diferencial de seu estudo foi que, pela primeira vez, pesquisadores tiveram coragem de associar o que acontece na Amazônia com as conseqüências na produção do sul do país. Eles levantaram dados de chuvas desde 1940 e compararam com a produtividade da agricultura. Notaram três períodos em que o regime de precipitação foi anormal e desequilibrado, um deles em 2004. A causa da alteração é, segundo Warwick, o aquecimento global – fenômeno causado pela emissão de gases de efeito estufa causada, entre outros fatores, pelo desmatamento.

O estudo tem como objetivo mostrar que a vulnerabilidade da produção agrícola é grande e que, se a teoria estiver correta e nada for feito para salvar a floresta, os danos à produção agrícola no sul devem ser muito maiores. “Já podemos dizer que o sistema de precipitação e produção é muito mais vulnerável do que imaginávamos”, diz Warwick.

(Thaís Ferreira)

Regue sua lâmpada

Qua, 19/11/08
por tferreira |
categoria consumo, energia

lampada300.jpgComo você acende luminária da foto? Jogue água nela! Não, ela não vai explodir e você não vai ter perigo de tomar um choque.

Dentro dessa luminária existem células com terra úmida, onde microorganismos produzem eletricidade suficiente para mantê-la acessa. Também há cobre e zinco para conduzir a corrente gerada. Segundo o inventor, Marieke Staps, não é preciso muita água na lâmpada, que funciona com energia “gratuita e amiga do meio ambiente”, como ele define. Ela ainda ajuda a diminuir a conta de luz.

(Thaís Ferreira)

Sua salada depois de dez dias

Seg, 17/11/08
por tferreira |
categoria consumo

cenouraa.jpgMuito se fala sobre a maior qualidade nutricional dos alimentos orgânicos em comparação aos cultivados com agrotóxicos. As fotos ao lado e abaixo (um pouco nojentas) dão uma idéia do porquê. Elas registraram a fase de decomposição de alimentos orgânicos e os chamados “convencionais”, que receberam agrotóxico. Elas foram tiradas cerca de dez dias depois de os vegetais terem sido envasados para um estudo do Centro de Pesquisa da Fundação Mokiti Okada.

Segundo Fernando Augusto de Souza, coordenador geral do centro de pesquisa, o estudo mostra como os agrotóxicos alteram a estrutura celular dos vegetais, acelerando a sua decomposição em comparação aos orgânicos.

“As fotos causaram espanto e demonstraram como a parede celular, que compõe a planta, é mesmo mais consistente nos produtos orgânicos, que resistem mais tempo. Quando o vegetal cresce com produtos químicos em sua estrutura, a parede celular fica mais frágil e ele resiste menos à ação de fungos e bactérias”, explica Fernando Augusto.

De acordo com Fernando, a rapidez na decomposição dos vegetais convencionais mostra também que há menor quantidade de antioxidantes neles. Esses antioxidantes protegem as plantas dos processos de decomposição. Para os humanos, a ingestão da substância pode ajudar na prevenção de doenças como câncer e Mal de Alzheimer.

(Thaís Ferreira)

morangoo.jpg

O tamanho do buraco

Sex, 14/11/08
por Marcela Buscato |
categoria desmatamento

matogrosso.jpg

As extensas áreas vermelhas da figura acima são (ou eram) parte da floresta amazônica – vista a partir do satélite Landsat 5, da agência espacial americana, a Nasa. A imagem retrata uma porção do Estado do Mato Grosso e foi tirada em 1992.

A imagem abaixo, feita pelo mesmo satélite, mostra exatamente a mesma região. Quatorze anos depois, em 2006. Os espaços em cinza são as áreas desmatadas, a floresta de 1992 que desapareceu. O principal eixo da devastação é em torno da rodovia MT-419. A destruição é causada principalmente pela abertura de áreas de pastagem e pelo avanço da agricultura, como as plantações de soja. Entre 2001 e 2004, a área cultivada cresceu 1,3 milhão de acres só no Mato Grosso.

20061.jpg

(Marcela Buscato)

Nós conhecemos o panda

Qui, 13/11/08
por Luciana Vicária |
categoria Natureza

meninas-panda.jpg

As jornalistas Thaís Ferreira, Luciana Vicária e Juliana Arini tiveram o privilégio de encontrar, abraçar e tirar muitas fotos com um representante vivo da espécie Ailuropoda melanoleuca, popularmente conhecido como urso panda. Sem o menor risco de extinção, o panda da Paramount, a estrela do filme Kung Fu Panda, visitou a redação esta tarde. Ele realmente era muito grande – e fofo. As patas dele eram imensas – e fofas. Para vocês terem idéia, nosso elevador tem capacidade para 13 pessoas. E ele só pôde entrar sozinho e com um empurrãozinho. Adorei. E não poderia deixar de dividir o ocorrido com vocês.

(Luciana Vicária)

Uma oportunidade durante a crise

Qui, 13/11/08
por Marcela Buscato |

do.jpgO WorldWatch Institute, uma das organizações ambientais mais respeitadas do mundo, aproveitou o ensejo da crise econômica global para sugerir a criação de um novo modelo econômico. Desta vez, verde e sustentável, e não assentado no consumismo desenfreado. Ele se basearia em princípios como eficiência energética, investimento em infra-estrutura não-poluente e fabricação de produtos mais duráveis. Enfim, em tudo o que os ambientalistas têm propagado há anos.

Mas antes que algum governante erga a mão para dizer “Ei, com a crise não teremos dinheiro para fazer as mudanças necessárias”, o WorldWatch listou de onde poderiam vir os fundos para tal investimento.

*Cortar gastos militares: segundo estimativas do Instituto de Pesquisa da Paz de Estocolmo foram gastos US$ 1,3 trilhões no passado. Só os Estados Unidos desembolsaram US$ 700 bilhões para manter tropas no Afeganistão e Iraque
* Dinheiro do petróleo: os países que detêm as maiores reservas petrolíferas poderiam investir suas fortunas em negócios verdes. Seriam entre US$ 2 trilhões e US$ 3 trilhões por ano. Os subsídios destinados aos combustíveis fósseis poderiam se tornar um fundo de incentivo à tecnologias limpas
* Taxa verde: implantar uma taxa de comércio internacional, que movimenta cerca de US$ 3,7 trilhões por dia. O WorldWatch sugere até um nome para o imposto: Taxa de Tobin, em referência ao economista que propôs a idéia, James Tobin
* Seguradoras: são as mais afetadas pelas catástrofes naturais, agravadas pelas mudanças climáticas. Nas últimas duas décadas, gastaram US$ 1,4 trilhão. Um incentivo e tanto para contribuir com um novo modelo econômico

Para quem duvida que levantar tal soma de dinheiro seja possível, o WorldWatch lembra que os Estados Unidos reuniram US$ 700 bilhões em questão de dias para evitar falências. Deve ser uma questão de prioridade.

(Marcela Buscato)

De carona no avião – e no aquecimento global

Qua, 12/11/08
por Marcela Buscato |

av.jpg

Especialistas em saúde pública já estão preocupados com um desdobramento das mudanças climáticas. O possível aumento da incidência da malária de aeroporto. Não, não é uma nova versão da doença, causada pelo aquecimento global. É assim que são chamados os casos de malária que ocorrem nas vizinhanças de aeroportos. Os mosquitos, que transmitem a doença podem pegar carona nos aviões e desembarcar em outro país, contaminando quem está por perto.

Os especialistas temem que as transformações no clima desencadeadas pelo aquecimento global aumentem a sobrevida desses mosquitos contaminados. Assim, eles poderiam picar mais pessoas. Com as noites mais quentes nos Estados Unidos e úmidas – por causa do aumento da chuva – os mosquitos se sentem em casa, em pleno clima tropical. E podem aumentar a incidência de malária em um país onde a doença não é costumeiramente um problema. “Com o aumento do tráfego aéreo e as alterações nos padrões climáticos, os Estados Unidos poderão se tornar um ecossistema mais estável para esses mosquitos, que viverão por mais tempo”, diz James Diaz, integrante da Sociedade Americana de Medicina Tropical.

(Marcela Buscato)

Selo para uma compra eficiente

Ter, 11/11/08
por tferreira |
categoria energia

selore.jpgDepois de anos de atraso, o Brasil vai adotar selos de eficiência em seus veículos. O Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular criou um selo, para a eficiência dos carros em relação ao consumo de combustível, que pode ajudar na hora da escolha de compra de um veículo. Esse tipo de etiqueta existe nos Estados Unidos desde 1975 e na União Européia desde 1998.

A foto ao lado é um modelo de como será o selo, no caso de um carro flex. Ele mostra a eficiência do veículo de acordo com seu modelo, com gasolina e álcool, rodando na cidade ou na estrada.

Os carros serão classificados entre A (melhor eficiência) e E (pior). Mozart Schmitt de Queiroz, gerente executivo de Desenvolvimento Energético da Petrobrás, explicou ao Blog do Planeta que o selo foi inspirado no usado em eletrodomésticos, que está mostrando sucesso. “Assim como deu certo para os eletrodomésticos, pode dar para os carros. A população já está aprendendo a selecionar os produtos mais eficientes. Ganha tanto o consumidor quanto o meio ambiente, já que melhor eficiência significa menos gás carbônico emitido na atmosfera” diz.

Depois que os eletrodomésticos receberam os selos, a eficiência deles em média aumentou. Mozart acredita que o mesmo possa acontecer com os carros. Ele exemplifica com o caso dos fogões que tiveram aumento de eficiência de 20%. “Os anúncios da indústria automobilística falam sempre de conforto, mas não de eficiência. Parece que eficiência não é um fator de concorrência ainda. Mas a população está pensando cada vez mais nela, principalmente com a alta dos preços do petróleo”.

Por enquanto o selo é voluntário para as montadoras que desejarem usá-lo. Mozart acredita que o interesse dos consumidores pode levar a um maior grau de adesão. Os carros com o selo poderão ser encontrados no mercado em abril de 2009.

(Thaís Ferreira)

Desperte seu lado animal

Seg, 10/11/08
por Marcela Buscato |
categoria desmatamento

A nova campanha da organização ambiental WWF lembra como os seres humanos estão ligados à natureza. No vídeo, que adverte sobre os perigos da destruição da floresta tropical, os espectadores são convidados a reagir. A campanha lembra que a destruição das florestas afeta a todos, que sentirão os desequilíbrios ecológicos causados pela extinção de espécies de animais e os efeitos de mudanças no clima causadas pelo desmatamento. “Se você se importa com seu futuro, tome uma atitude”, convida a campanha. Um tapa na cara.

(Marcela Buscato)


Formulário de Busca


2000-2008 globo.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade