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Garrafas plásticas usadas também salvam vidas

Qua, 07/01/09
por alexmansur |
categoria reciclagem

boia44.jpgHá alguns anos, um grupo de estudantes japoneses fazia uma excursão ao litoral quando se deparou com um homem que se afogava. Diante da situação de emergência, os estudantes tiveram uma idéia. Com 16 garrafas plásticas usadas, improvisaram uma boia e resgataram o sujeito. O sucesso da invenção estimulou a Guarda Costeira do Japão a adotar a novidade.

A Guarda Costeira anunciou que vai distribuir bóias salva-vidas de garrafas plásticas em vários pontos estratégicos das cidades litorâneas de Takamatsu e Wakamatsu. O apetrecho flutuante feito a partir do material reciclado é eficaz e barato. Cada bóia de PET custa cerca de US$ 2. Em comparação, a Guarda Costeira costuma pagar de US$ 20 a US$ 50 por cada nova bóia feita com material tradicional.

Graças ao preço baixo, as bóias PET serão penduradas em piers, postes à beira-mar, faróis e outros pontos estratégicos. A Guarda Costeira também fez um manual de instruções (em japonês) que ensina como fazer uma bóia dessas.

(Alexandre Mansur)

A China desligou o interruptor

Ter, 06/01/09
por alexmansur |

china_energy.jpgDados oficiais do governo chinês mostram que o consumo de energia do país despencou a partir de abril do ano passado. A redução tem a ver com a crise econômica global, que levou as indústrias do país a cortarem sua produção. Os picos de energia se concentram nos primeiros meses do ano, com o inverno. Mas a partir de abril 2008, os níveis de consumo de energia caíram para patamares não vistos nos últimos anos. O gráfico abaixo compara ano a ano desde 2002. A linha vermelha mostra o desempenho do setor de energia em 2008.

A energia chinesa é principalmente gerada por carvão mineral, uma das fontes que mais lançam gás carbônico na atmosfera. E uma das principais causas do aquecimento global. Graças à evolução dos últimos anos, a China foi apontada por alguns analistas como o país que mais emite gás carbônico, ultrapassando os Estados Unidos. Agora, com a queda, a China pode voltar a segunda posição. Para alguns, a redução no consumo da China pode ser um bom momento para negociar um compromisso de limite de emissões e transição para uma economia mais limpa no próximo tratado do clima, que deverá ser assinado em Copenhague, em dezembro de 2009.

Os dados estão no blog do jornal New York Times. Pesquisadores da Universidade de Stanford fizeram uma projeção de que a China vai deixar de lançar algo entre 1,9 e 2,6 bilhões de toneladas de carbono na atmosfera entre 2008 e 2010.

(Alexandre Mansur)

A nova energia nuclear custa o triplo da eletricidade de hoje

Ter, 06/01/09
por alexmansur |
categoria energia nuclear

nucleartowers2.jpgA energia nuclear vem sendo vendida como parte da solução para o problema climático. Investir em novos reatores seria uma forma de gerar eletricidade sem emitir gás carbônico, o vilão do aquecimento global. No entanto, o preço real da via nuclear continua obscuro. Um novo estudo recém-publicado nos EUA mostra que os custos são bem altos. Segundo o levantamento, a energia produzida por usinas elétricas com tecnologia moderna ficaria entre 25 e 30 centavos de dólar por kilowatt-hora. É o triplo do preço da eletricidade nos EUA atualmente.

O custo da eletricidade nuclear, por este estudo, também é mais alto do que outras opções sem carbono e renováveis, como energia eólica. E dez vezes mais alto do que investir em eficiência energética, que reduz o consumo de eletricidade.

O estudo Riscos Econômicos e Custos da Nova Energia Nuclear foi feito por Craig Severance.

(Alexandre Mansur)

Ressaca do Natal no Pólo Norte

Ter, 06/01/09
por alexmansur |

noel0.jpg

“Eu não devia ter dado todo aquele carvão para os maus meninos”

Do blog Climate Progress.

(Alexandre Mansur)

Um agrotóxico tirado da natureza

Seg, 05/01/09
por tferreira |
categoria Sem Categoria

botanocap.jpgUma companhia de pesquisas de Israel está desenvolvendo um pesticida que seria menos agressivo ao meio ambiente, que não afetaria plantas e animais que entram em contato com o produto.

Os pesticidas da BotanoCap são feitos a partir de óleos essenciais (substâncias aromáticas extraída de plantas), ou seja, são naturais. Segundo Yigal Gezundhait, diretor-executivo da BotanoCap, os óleos essenciais não são muito usados na indústria da agricultura por conta de sua eficácia reduzida. Eles duraram pouco nas plantas porque se oxidam rapidamente, perdendo a eficácia após sua aplicação. “É ó mesmo princípio dos perfumes, quando você espirra, o cheiro é forte, mas segundos depois fica fraco”, explica Gezundhait.

A companhia trabalhou para superar essa dificuldade e desenvolveu um método para usar os óleos essenciais em uma solução à base de água. A aplicação do pesticida é feita de tempo em tempo na plantação para permitir uma boa fixação e uma constante proteção. A estratégia da BotanoCap, segundo Gezundhait ,é propor um novo uso para uma substância já conhecida, como são os óleos essenciais.

Hoje, existem três soluções da BotanoCap usadas em Israel. Há óleos para matar larvas de mosquitos, como os que transmitem malária e febre amarela, outros para moscas e carrapatos de animais do campo e uma terceira, usada para proteger as fontes de água do país de infestações. Mas a companhia continua estudando os pesticidas para ter certeza de que eles não irão afetar os animais importantes para a natureza, como as abelhas.

(Thaís Ferreira)

Nota fiscal para ser verde

Ter, 30/12/08
por tferreira |
categoria Geral

predio-verde2.jpgSeguindo uma tendência mundial, o Brasil já possui duas certificações para construções que agridem pouco o meio ambiente, os chamados prédios verdes. As certificações são o selo Leed e o Aqua. Eles medem o quanto sustentável foi uma obra e se o empreendimento consome pouco energia e água.

O selo Aqua faz uma exigência, que só acontece no nosso país. É a cota de materiais de construção com nota fiscal. Para o selo, deve-se “conhecer e escolher fabricantes de produtos que não pratiquem a informalidade fiscal e trabalhista na cadeia produtiva”. Há uma cota mínima para cada uma das sete famílias de materiais, como os das fundações, pintura e revestimentos de piso. Para obter o selo de nível “Bom”, a construção deve ter pelo menos 50% dos materiais com nota fiscal e 80% para ter o selo “Superior”.

A exigência é uma exclusividade brasileira, mas não é nenhum mérito. Manuel Martins, coordenador-executivo do Processo Aqua, explica que eles cobram as notas fiscais porque no Brasil, a informalidade e a sonegação de impostos é muito comum, ao contrário do que acontece na França, onde o selo foi criado. “A empresa que constrói um prédio tem que saber quem são os fornecedores legais e mostrar que prioriza a compra com eles”. Apesar da boa intenção, o cenário ideal ainda está distante. “Somos realistas. Não exigimos 100% dos produtos com nota-fiscal porque sabemos que não é tão fácil e comum no Brasil” diz Manuel.

(Thaís Ferreira)

Metano sob o Ártico comecou a vazar. Isso é um perigo

Ter, 23/12/08
por alexmansur |

metaneship21.jpg

Existe um fenômeno pouco divulgado, que começou a ser identificado pelos pesquisadores. Os gigantescos depósitos de metano, localizandos embaixo da camada de solo congelado (permafrost) sob o oceano Ártico, começaram a vazar. E eles podem fazer o aquecimento global mergulhar em um processo de aceleração irreversível. É o que relatam pesquisadores da Universidade do Alasca.

Um grupo coordenado pelo cientista Igor Semiletov descobriu que o metano está borbulhando no mar cada vez mais quente do Pólo Norte. O gás escapa em bolhas de buracos na camada de gelo no leito do oceano. Mais de mil medições feitas para avaliar o metano dissolvido na água na costa da Sibéria, feitas durante o verão, revelaram que os níveis do gás estão altos como nunca.

“As concentrações de metano são as mais altas já medidas no verão no Oceano Ártico”, diz Semiletov. Esse vazamento de metano é preocupante por vários motivos.

Primeiro, muitos pesquisadores temem que um grande vazamento de metano do Ártico esteve ligado às transformações climáticas que provocaram uma das maiores ondas de extinção da Terra, há 250 milhões de anos, entre os períodos Permiano e Triássico. Na ocasião, 96% das espécies marinhas desapareceram e 70% dos vertebrados terrestres também sumiram. Um vazamento como esse também é associado a um período extremamente quente há 55 milhões de anos, chamado Termal Máximo do Paleoceno-Eoceno. Foi uma onda de extinções também grande, que abriu caminho para o desenvolvimento dos mamíferos atuais.

A segunda razão para preocupação é que os depósitos de metano sob o oceano são tão grandes e esse gás tem um poder tão alto para aquecer a atmosfera. Segundo alguns pesquisadores, basta soltar uma pequena fração desses depósitos para que qualquer esforço para estabilizar as emissões em níveis não catastróficos fique impossível.

A terceira causa para preocupação é que a agência americana responsável por oceanos e atmosfera, a NOAA, revelou que os níveis de metano na atmosfera da Terra subiram acentuadamente pela primeira vez desde 1998, quando esse acompanhamento começou. Isso indicaria que o vazamento de metano provocado pelo derretimento do Ártico já estaria alterando a química da atmosfera rapidamente.

Esse metano foi gerado pela decomposição de matéria orgânica – plantas e animais – há milhões de anos, em períodos em que a Terra esteve mais quente. E esteve aprisionado sob a camada de gelo embaixo do mar durante todo esse tempo.

Semiletov mede os níveis de metano na costa da Sibéria desde 1994. Nunca havia detectado elevações nos níveis de metano na década de 90. Mas desde 2003 ele diz que vem observando pontos de concentração excessiva do gás no oceano. Segundo ele, o derretimento do permafrost submarine pode ser consequência do crescente volume de água mais quente que vem dos rios siberianos. O volume deles têm aumentado devido ao derretimento do permafrost em terra firme.

A linha vermelha do gráfico abaixo mostra como a descarga de metano do Ártico pode estar provocando uma elevação dos níveis de metano na atmosfera da Terra. A linha vermelha mostra o nível de metano na atmosfera desde 2004. Além da oscilação sazonal de cada ano, há uma clara elevação no último ano medido.

(Alexandre Mansur)

methane21.jpg

Chega de embalagens perigosas para o ambiente – e para suas mãos

Seg, 22/12/08
por alexmansur |
categoria consumo

Sabe aquelas embalagens de plástico que você não consegue abrir com as mãos, nem com tesouras, ou facas ou serrotes nem adagas voadoras chinesas? A Sony tomou uma iniciativa pioneira no mercado da eletrônica e anunciou que vai abolir essa forma abominável de vender os produtos. Para divulgar a decisão, lançou um vídeo hilário, cujo estilo de filme B não faz jus à qualidade dos produtos da Sony.

A Sony diz que vai abandonar as embalagens porque elas produzem um grande volume de plástico no lixo. O que a empresa não diz (embora exiba no vídeo) é que esse tipo de embalagem de plástico não é só perigoso para o meio ambiente, mas também oferece riscos para a saúde do consumidor. São comuns casos de pessoas feridas ao tentar abrir o pacote.

Tomara que outros fabricantes sigam o exemplo da empresa e abandonem as embalagens ruins. E que façam vídeos melhores.

(Alexandre Mansur)

Isso já foi um plástico

Seg, 22/12/08
por tferreira |
categoria consumo

plastico-bio.JPGExistem controvérsias sobre os plásticos biodegradáveis, aqueles que se decomporiam totalmente na natureza em poucos anos. Enquanto alguns estudos comprovam sua eficácia outros afirmam que plástico biodegradável não se degrada por completo, deixando no meio ambiente pequenas partículas.

A empresa Res Brasil, que licencia o uso do d2w - substância adicionada no plástico que o torna biodegradável - acionou a Universidade Estadual de Campinas para uma série de estudos para mostrar a diferença entre esses plásticos. Um deles mostrou as fotos ao lado.

A imagem acima é de um pedaço de plástico com o aditivo d2w que foi colocado em composto orgânico. Segundo a assessoria da Res Brasil, a imagem mostra a superfície quebrada, colonizada por diversos tipos de microorganimos. Os buracos da superfície seriam sinais de perda de massa causado pela biodegradação do plástico, onde os microorganismos estão usando o carbono do plástico como fonte de energia.

Já a imagem abaixo é da superfície de um plástico convencional. Onde não haveria nenhum sinal de decomposição. Para capturar As duas imagens foram aumentadas em 5 mil vezes no microscópio.

plastico-normal.JPG
(Thaís Ferreira)

O gelo do Ártico nunca esteve tão fino

Sex, 19/12/08
por alexmansur |

gelomaisfinore4.jpg

O volume de gelo acumulado no Ártico nunca foi tão pequeno, desde que as medições começaram. A Organização Mundial de Meteorologia (OMM) divulgou o alerta em seu relatório anual. A figura acima mostra o que está acontecendo no Ártico. É uma comparação dos meses de setembro de 2007 e 2008. A área em amarelo indica o gelo com menos de um ano de idade. O gelo mais antigo (e mais grosso), das cores laranja e amarelo, encolheram de um ano para outro. As áreas em branco indicam lugares onde há menos de 50% de gelo no mar, e não dá para medir sua idade.

O afinamento do Ártico indica que a tendência de aquecimento e derretimento do Pólo Norte continua acelerada. No verão de 2008, a superfície flutuante de gelo na região chegou à segunda menor extensão da história. Perdeu apenas para o recorde de 2007. Esses dados são medidos desde 1979. Mas mesmo não batendo o recorde de 2007 em extensão do gelo, o ano de 2008 teve o menor volume de gelo acumulado na região.

Os pesquisadores da OMM também relatam o rápido desaparecimento de grandes geleiras que cobriam a ilha de Ellesmere, perto do pólo. Blocos de gelo com 70 metros de altura, que há um século cobriam 9 mil quilômetros quadrados, foram reduzidos a um pedaço de mil quiômetros quadrados. E esse gelo derretido de ilhas como Ellesmere contribuem para a elevação do nível do mar.

(Alexandre Mansur)


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